Eglê Malheiros

a companheira

de toda a vida

Espaço

Eglê Malheiros e Salim Miguel

Obras de autoria de Eglê Malheiros

Obras de autoria de Eglê Malheiros

Dados Biográficos de Eglê Malheiros

Nascida em 1928 na cidade de Tubarão-SC, Eglê Malheiros é professora, poeta, escritora e tradutora. Em 1947, passa a lecionar história no Instituto Estadual de Educação, em Florianópolis. E no início da década de 1950 torna-se a primeira mulher a graduar-se pela Faculdade de Direito de Santa Catarina.

Como integrante do Grupo Sul, Eglê publica regularmente textos de poesia e prosa, além de artigos de crítica, na revista “Sul”. Em 1952, lança “Manhã”, livro reunindo poemas de cunho humanista, em prol da paz e da emancipação nacional.

Sua atuação de muitos anos junto ao Partido Comunista faz com que seja rotulada de “subversiva” pela ditadura militar, levando a um período na prisão, em 1964, e à proibição de que exerça o magistério. Quando libertada, muda-se com a família para o Rio de Janeiro.

Profunda conhecedora das línguas alemã, espanhola, francesa, inglesa e italiana, Eglê irá traduzir textos para enciclopédias (“Delta Larousse”, “Mirador”) e revistas (“Pais e Filhos”, “Tendência”), além de livros para as editoras Paz e Terra e Civilização Brasileira, incluindo, entre outros, “Knulp” (Herman Hesse) e “A mulher eunuco” (Germaine Greer).

Ainda no Rio de Janeiro, junto a Salim Miguel, Laura Sandroni, Cícero Sandroni e Fausto Cunha, completa o grupo responsável pela edição da revista de contos “Ficção” (1976 a 1979). Na mesma época, ocupa o cargo de diretora-secretária da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ).

Ao retornar para Santa Catarina, exerce a função de chefe do Departamento de Educação e Saúde de Florianópolis (tempos depois transformado em Secretaria Municipal de Educação). Durante muitos anos, produz textos veiculados na imprensa catarinense, gaúcha e carioca.

Dentre as distinções que recebeu, destacam-se o “Prêmio Personalidade Cultural”, concedido pela União Brasileira de Escritores (1994) e a “Medalha de Mérito Cultural Cruz e Sousa”, conferida pelo Conselho Estadual de Cultura de Santa Catarina (1998).

Dados biográficos extraídos de texto de Luciana Rassier

Documentários

Três documentários oferecem uma perspectiva ampla da trajetória de Eglê Malheiros e Salim Miguel:
© Salim Miguel: 100 Anos