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Golpe de 64 na obra de Salim Miguel é tema de conversa com João Vicente Goulart e os professores Waldir Rampinelli e Nildo Ouriques

Por quase duas horas, João Vicente Goulart (vice-presidente do PC do B em Brasília, filho do presidente João Goulart) e os professores da UFSC Waldir Rampinelli e Nildo Ouriques conversaram sobre os 60 anos do Golpe de 1964. O evento, na noite dessa sexta-feira, no Teatro Carmen Fossari, faz parte das comemorações do centenário do escritor líbano-biguaçuense e teve como mote os 30 anos do lançamento de “Primeiro de Abril: Narrativas da Cadeia”. Nesse livro memorialista, Salim Miguel  trabalhou a partir das anotações que fez durante os 48 dias em que esteve preso no 4º Batalhão da Polícia Militar, em Florianópolis. 

Em dia 2 de abril de 1964, Salim trabalhava normalmente na secretária de comunicação do governador Celso Ramos. Após redigir um texto sobre a situação do estado naquela segunda-feira, antes de passar no Correio para enviar o relatório à sede da Agência Nacional no Rio de Janeiro, parou para um café no tradicional Ponto Chic.  Ali foi abordado para averiguações e, acusado de subversão, passou a temporada no cárcere.

Fotos: Rudi Bodanese

João Vicente Goulart (vice-presidente do PC do B em Brasília), Nildo Ouriques e Waldir Rampinelli
Zeca Nunes Pires apresenta os participantes da roda de conversa realizada na UFSC
Iara e Paulo Sérgio (filho de Eglê e Salim) com João Vicente Goulart no evento da UFSC
© Salim Miguel: 100 Anos