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Cícero Sandroni morre no Rio, aos 90 anos

O site criado no centenário de Salim Miguel (1924-2016), e que também celebra a obra e a vida de Eglê Malheiros (1928-2024), presta sua homenagem a Cícero Sandroni. O jornalista e escritor nos deixou nessa manhã, 17 de junho de 2025. Nessa hora triste, que as muitas boas lembranças confortem Laura, os cinco filhos do casal, Carlos, Clara, Eduardo, Luciana e Paula, neta/os e quem mais teve o privilégio de conviver, trabalhar com o homem que partiu aos 90 anos.

Obituários em todos os veículos de mídia oferecem o belo currículo de um jornalista que deixou sua marca nos principais órgãos da imprensa brasileira. E também do escritor, membro da Academia Brasileira de Letras. Além desse trajeto brilhante, desde o fim dos anos 1960, quando Cícero e Salim se conheceram nas redações da Editora Bloch, o casal Sandroni foi amigo e parceiro do casal Malheiros Miguel. Já no século 21, até enquanto a saúde permitiu, Laura e Cícero, muitas vezes alternando filha/os e netos, sempre passaram temporadas na praia na qual Eglê e Salim viviam durante o verão. E vice-versa, nas visitas ao Rio, os reencontros eram sagrados.

Parceria que, entre 1976 e 1979, gerou  uma retomada de “Ficção – Histórias Para o Prazer da Leitura”. Revista mensal que Sandroni criara em 1965 e teve duas edições. Em sua segunda fase, durante três anos,  a publicação editou os principais contistas brasileiros (e ainda traduções), entre novos e consagrados. No comando estavam Laura, Cícero, Eglê, Salim e ainda o crítico e escritor Fausto Cunha (1924-2004).

É com muita saudade que filha e filhos de Eglê e Salim também se despedem de Cícero Sandroni.

Fotos: Paulo Sérgio Miguel, 28/01/2012; e arquivo familiar